Seis motivos para usar pilares protéticos na Implantodontia
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A utilização de pilares protéticos traz uma série de benefícios, especialmente na manutenção da saúde peri-implantar a longo prazo.
Pilares protéticos são pré-fabricados e compatíveis com as configurações das conexões. Desta forma, a precisão geométrica no momento do encaixe garante sua acurácia.
Atualmente, também é possível escolher pilares com linha de cimentação mais anatômica às futuras restaurações, sejam cimentadas ou aparafusadas.
No livro Reabilitação Implantossuportada – o passo a passo da Cirurgia à Prótese, escrito por Daniel Hiramatsu e colaboradores, podemos ver quais são essas seis justificativas:
1. Facilitar o assentamento passivo da prótese
Ao conectar suas próteses fixas direto à plataforma dos implantes, você terá muito mais dificuldades de adaptação e passividade da estrutura.
O motivo disso é que o desenho da plataforma dos implantes não favorece o assentamento de uma estrutura para prótese fixa; isso acontece porque a plataforma é plana, e o parafuso protético é longo.
Como consequência, a ausência de passividade aumenta muito as chances de afrouxamento e fratura do parafuso protético, independente da prótese ser unitária ou total sobre os implantes dentários.
Quando isso acontece, o parafuso fratura dentro do implante, tornando seu resgate muito mais difícil e com o risco de dano permanente ao implante.
Em último caso, a falta de passividade na prótese, muitas vezes, resulta na falha de todos os implantes dentários, especialmente nos casos de carregamento imediato.
2. Melhorar a distribuição das cargas oclusais
Uma das principais funções do ligamento periodontal em dentes naturais é funcionar como um tipo de “amortecedor” para as cargas oclusais.
Nos implantes, essa estrutura não está presente, já que não existe o ligamento periodontal.
Dessa forma, quando parafusamos as próteses diretamente nos implantes, as cargas oclusais se concentram especialmente na região ao redor da plataforma do implante e no parafuso protético.
Em alguns casos, isso pode ser prejudicial para a longevidade do tratamento.
Por esse motivo, seja para reabilitações múltiplas ou unitárias, a presença de um pilar intermediário entre a coroa e o implante funciona como um dissipador das cargas oclusais, favorecendo sua distribuição de uma forma mais tolerável aos implantes e ao osso peri-implantar.
3. Corrigir a altura e angulação dos implantes
Pilares protéticos possuem estruturas variáveis, para que seja possível complementar a estrutura do implante.
Esse complemento pode ser feito através das diferentes alturas de cinta e angulações do pilar.
Por essa razão, normalmente pilares protéticos apresentam sua linha geralmente com 2 opções de inclinação (17° e 30°) e alturas de cinta que partem de 1 mm e aumentam a altura de milímetro em milímetro.
Além disso, deve-se considerar a altura da cinta de angulação, que normalmente varia de 2 a 3 mm, a depender da angulação e da marca.
Dessa forma, é possível, através da escolha adequada dos pilares, nivelar o encaixe da prótese com a altura gengival e corrigir a posição da emergência do parafuso protético.
4. Funcionar como “mecanismo de segurança” em caso de fratura do parafuso
Em caso de fratura do parafuso protético, quando utilizamos pilares, o resgate é muito mais fácil e, mesmo quando o resgate não é possível, existe a possibilidade de trocar o pilar, mantendo a mesma prótese.
Ou seja, o conceito de pilares protéticos como “fusíveis” significa que, diante de uma falha no sistema, sacrifica-se um componente de custo menor e de fácil substituição para salvar estruturas mais caras e difíceis de substituir (prótese e implantes).
5. Proteção biológica do implante
Quanto menor for o distúrbio na região ao redor da plataforma do implante, melhor será o prognóstico do tratamento.
Por essa razão, o conceito de proteção biológica que é obtido quando utilizamos pilares protéticos.
Esse conceito baseia-se no fato de que o pilar protético cria uma estabilidade para a região da plataforma do implante, enquanto afasta toda a parte “suja” do tratamento (moldagem, provisório, provas da prótese) dessa área.
6. Implantes cone Morse funcionam melhor com pilares
Implantes cone Morse são mais sensíveis aos processos tradicionais de fundição de estruturas parafusadas diretamente no implante (UCLA).
Além disso, esses implantes apresentam duas grandes vantagens em relação às demais conexões: selamento biológico da junta e micro movimentação reduzida.
Assim, essas duas características estão diretamente relacionadas aos pilares protéticos, que, de preferência, devem ser pré-fabricados e de corpo único.

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