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Prótese parcial adesiva versus prótese sobre implantes: o dilema

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3–5 minutos

A iniciativa de publicação da revista Best of Labline, uma linha voltada aos desafios clínicos e laboratoriais, traz as soluções mais criativas e inovadoras na odontologia restauradora.

best of labline yearbook 1.0.

Dentre as centenas de artigos publicados, há muitos aspectos importantes, como o dilema entre a prótese parcial adesiva e a prótese sobre implantes em pacientes com agenesia dentária.

Prótese parcial adesiva

A prótese parcial adesiva é uma solução clássica feita para perdas unitárias de pré-molares, incisivos centrais e até nos incisivos laterais.

Seus princípios são claros: a preservação da estrutura dentária adjacente que está intacta. Ou seja, quando é desnecessário sacrificar dentes sadios.

Assim, após a montagem no articulador semiajustável, deve-se localizar os pontos de contato. A ideia é fazer um desgaste conservador, por exemplo, somente na face palatina , e ao mesmo tempo criar caixas proximais para ajudar na retenção dessas peças.

Além disso, após a moldagem e todos os ajustes necessários fora e dentro da boca, essas próteses precisam de cimentos resinosos.

Ligas metálicas foram usadas à vontade por muitos anos. Quando a era de estética se fez presente, novas possibilidades afloraram.

Entretanto, ao longo dos anos, será que a prótese adesiva pode ter encontrado uma rival à sua altura?

Prótese unitária sobre implantes: mais ou menos exigente?

Os implantes dentários, na atualidade, constituem uma forte indicação clínica. Sua popularidade percorre o mundo. Assim, a tendência número um, de todo clínico reabilitador, é pensar numa prótese sobre implante para espaços edêntulos unitários logo de partida.

Porém, quais são os requisitos para esse tipo de prótese? Ou melhor, quais os requisitos para esse tipo de implante, porque a prótese é feita sobre o mesmo.

Além disso, o implante obrigatoriamente exige uma fase cirúrgica que depende da quantidade e da qualidade óssea. Isso não ocorre com a prótese adesiva.

Ainda, está claro que áreas de pônticos como as dos incisivos laterais necessitam de mais tecido mole que antecipe o remodelamento fisiológico. Ou seja, uma cirurgia adicional com enxertia de tecido conjuntivo ou gengival livre.

Pacientes em crescimento: a prótese parcial adesiva ainda é a melhor solução?

Precisamos falar dos pacientes em crescimento, especialmente aqueles com agenesia dentária.

A agenesia dentária pode ser unilateral ou bilateral. Quando falamos em incisivos laterais, é frequente que ambos os dentes não estejam presentes. Além disso, os espaços para os pônticos, na maioria dos casos, estão reduzidos.

Outro ponto importante: há estudos na literatura mostrando que o sítio do incisivo lateral, no caso de agenesia, possui uma qualidade óssea diferente e com implicações diretas para planejamento e colocação dos implantes dentários.

Caso Clínico

A sequência abaixo está publicada na versão traduzida e compilada da espetacular best of Labline volume 1.0. Seus autores (Tirlet, Crescenzo, Crescenzo) relatam uma experiência de 5 anos com 40 próteses desta natureza e sem complicações.

A paciente

Uma jovem com 17 anos de idade e a dentição intacta sem desgastes.

O diagnóstico

A agenesia bilateral dos incisivos laterais superiores. O aspecto inicial após o tratamento ortodôntico traduz uma oclusão favorável; porém, os espaços dos incisivos laterais estão muito reduzidos, representando micro pônticos.

Situação inicial: dentes 11 e 22 ausentes.

O tratamento

Na impossibilidade de quantidade e qualidade óssea para os implantes dentários e devido à sua idade, a paciente receberá uma prótese parcial fixa adesiva confeccionada em dissilicato de lítio.

Além disso, um laser de tecidos moles é usado para modelar os sítios dos pônticos.

Depois do tratamento ortodôntico, a utilização do laser para criação dos pônticos ovais, seguida de uma esplintagem provisória transparente por 10 dias.

Uma das vantagens do dissilicato de lítio é receber o ataque ácido. Assim, é possível, mesmo em peças adesivas pequenas, preparar a região palatina dos incisivos centrais para que os pônticos fiquem como cantiléveres.

As próteses parciais adesivas confeccionadas com cantiléveres para os incisivos laterais superiores.

Para completar o aspecto estético, duas pequenas restaurações parciais são realizadas para modificar o eixo dos caninos superiores.

Acompanhamento após três anos. O aspecto frontal mostra a saúde dos tecidos moles e duros.

Este tipo de abordagem evita que profissionais no dia a dia fiquem preocupados com os desníveis entre dentes e implantes, especialmente nos casos de pacientes que ainda se encontram em fase de crescimento.

Clique no botão abaixo e conheça a bibliografia sobre o assunto nas edições de best of labline:

1 comentário em “Prótese parcial adesiva versus prótese sobre implantes: o dilema

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