Caçando a placa bacteriana na era da IA
O acúmulo de placa bacteriana pode ser detectado em qualquer superfície da cavidade bucal, especialmente nos dentes, gengivas e restaurações. Essa é a boa notícia para quem faz Periodontia.
Entretanto, basta que o paciente mastigue uma pastilha colorida para detectá-la.
Todavia, um Periodontista não só a identifica, mas também conta esses locais.
No meio do caminho, ainda tem o exame de sondagem para saber a profundidade das bolsas periodontais.
Finalmente, é preciso anotar se tem ou não sangramento. São três tarefas manuais.
Em resumo: na clínica de rotina, quantas vezes o seu Periodontista precisa parar e analisar esses dados? Já parou para pensar quanto tempo é investido nessas tarefas?
Uma ajudinha digital não seria bem-vinda?
Pegando a placa bacteriana no ato: como a IA funciona?
No século 21, uma nova proposta de big data surge para aumentar o rendimento desses profissionais que amam cuidar das suas gengivas. Sim, falamos de inteligência artificial.
Bem, na primeira fase do processo, é tudo igual: depois que chegam ao consultório, os pacientes mastigam uma pastilha corante evidenciadora.
Em seguida, a partir de um conjunto de fotos tiradas com celular ou através do escaneamento com uma câmera intraoral (IOS), essa ferramenta separa as áreas livres das áreas contaminadas pela placa: é tudo uma questão de pixels!

E para que os pacientes compreendam a gravidade da situação, além do aspecto visual, o app também gera uma porcentagem conhecida como Índice de Placa Visível (IPV).
Naturalmente, com o passar do tempo, podemos guardar e mostrar a evolução dessas porcentagens consulta por consulta:

A relação da placa com a cirurgia periodontal: a IA mostra quando for a hora
Mais uma vez, Periodontistas não precisam se preocupar já que essa IA conecta os dados do paciente com a classificação das Doenças Periodontais 2017 e fornece o diagnóstico:

Ao final, um resumo bem claro da situação do paciente está visível na tela:

A investigação continua: o sangramento é cúmplice
Se há sangramento, há inflamação. Em Periodontia, o epitélio não sangra, mas o tecido conjuntivo sim. A explicação: é a defesa do seu organismo frente à agressividade da placa bacteriana.
No app referente ao periograma, depois que a sonda entra e sai delicadamente, vamos marcar se existe ou não sangramento.
E tudo o que precisamos é de um mapa, como na imagem abaixo:

Mas a história ainda não acabou: a IA também mostra a outra parte do Índice, em três telas bem simples:

Placa bacteriana e sangramento à sondagem: protegendo melhor as vítimas
O veredito: as provas geradas pela IA são incontestáveis.
Primeiro, ela mostra onde estão a placa bacteriana e o sangramento. Depois, ela diz as quantidades de cada índice.
Assim, é possível explicar o que esses dados significam.
Além disso, o paciente entende melhor se a higiene realizada (escovação e fio dental) está ou não satisfatória. Ainda, isso dá argumento para que os profissionais melhorem a saúde bucal.
Não é teoria: essa ferramenta de Inteligência Artificial faz parte da realidade clínica da Periodontia.
O PERIO-IA Grisi System © foi idealizado e desenvolvido pelo Prof. Dr. Márcio Fernando de Moraes Grisi (CRO-SP 9264), periodontista e fundador do Instituto Grisi de Periodontia, Ribeirão Preto, interior de São Paulo.

A surpresa? Ela integra um projeto maior: a IA aplicada à Periodontia, livro que se encontra em fase de desenvolvimento. Mas este é um assunto para outra oportunidade.
Perio IA Grisi System – © Prof. Dr. Márcio Fernando de Moraes Grisi — Instituto Grisi de Periodontia — Todos os direitos reservados.
Bem, nossos leitores do blog não precisam se preocupar.
Quer acompanhar as informações mais recentes?
