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Adesão clínica passo a passo – parte 2

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2–3 minutos

A adesão clínica em esmalte e dentina está comentada na parte 1 desse post do blog.

Da mesma forma, nessa continuação, vamos apresentar e fundamentar, de forma tão concisa quanto possível, os princípios que norteiam a aplicação clínica do primer e do sistema adesivo.

Aplicação do primer

Definitivamente, a dentina condicionada não é um bom substrato para adesão. Assim, antes da aplicação do agente adesivo propriamente dito, um primer deve ser usado na superfície dentinária.

Qual a importância do primer na adesão clínica?

O primer é uma substância que contém monômeros bifuncionais.

Assim, numa de suas extremidades existe uma cadeia hidrófila (afinidade pela água) e na outra extremidade uma cadeia hidrófoba (alta afinidade química pelos monômeros do adesivo).

Desta forma, esses monômeros funcionam como elo entre a superfície úmida da dentina condicionada e o agente adesivo.

Além dos monômeros bifuncionais, o primer apresenta solventes orgânicos (água, etanol, ou acetona) dependendo da marca comercial.

Enquanto os monômeros bifuncionais estabilizam a rede de fibras colágenas, os solventes se ligam à água aumentando a energia livre da dentina para esta se ligar ao adesivo.

IMPORTANTE: o primer deve ser esfregado na dentina com um pincel descartável para melhor infiltração dos monômeros.

Aplicação do adesivo

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O adesivo é uma resina fluida fotopolimerizável. No esmalte, o adesivo preenche as irregularidades.

Na dentina condicionada e tratada pelo primer, o adesivo preenche os espaços da rede de fibras colágenas expostas, penetra em alguns túbulos dentinários, sendo então, polimerizado.

Tudo isso resulta numa região de interdifusão conhecida como camada híbrida.

Clinicamente, aplica-se o adesivo com um pincel descartável, garantindo o recobrimento de toda a superfície dentária.

Depois, usa-se jatos de ar para uniformizar a espessura da camada
adesiva, desde que não existam zonas de acúmulo excessivo do agente de união.

Por fim, o jato de ar não promove uma remoção controlada de eventuais excessos de adesivo, mas espalha o material encontrado sobre a superfície.

Assim, deve-se remover os acúmulos grosseiros de adesivo que são comuns em regiões como os ângulos internos do preparo, usando-se pincéis descartáveis secos antes da aplicação dos jatos de ar.

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1 comentário em “Adesão clínica passo a passo – parte 2

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