Vírus e bactérias e a nova classificação da doença periodontal
A Nova Classificação da Doença Periodontal foi publicada em 2018 após o Consenso de 2017 com vírus e bactérias e fungos tratados em seções específicas.
Entretanto, há uma série de mudanças, especialmente porque a peri-implantite agora tem o seu lugar de destaque.
Ainda, o legado da pandemia de COVID-19 na Odontologia é forte: muitos profissionais repensam suas práticas preventivas periodicamente até os dias atuais.
Nesse sentido, um bom exemplo é a adoção de novos protocolos e equipamentos de proteção individual, bem como a descontaminação das superfícies críticas e semicríticas.
Entretanto, não é possível garantir que em 100% das vezes estaremos livres de vírus e bactérias.
Desta forma, toda a classe profissional, e em especial, periodontistas, devem se preocupar mais porque o biofilme ao redor ou dentro do sulco gengival ou peri-implantar é uma via de contaminação.
Doenças gengivais, periodontais e peri-implantares
De forma geral e resumida, existem três grandes grupos iniciais:
Doenças e Condições Periodontais
Doença periodontal, doenças gengivais e condições
Saúde gengival clínica no periodonto intacto
Saúde gengival clínica no periodonto reduzido
- paciente com periodontite estável
- paciente sem periodontite
Gengivite associada ao biofilme dentário
- Associada exclusivamente ao biofilme
- Mediada por fatores de risco sistêmicos e locais
- Aumento gengival mediado por medicamentos
Doenças gengivais não associadas ao biofilme dentário
- Desordens genéticas / do desenvolvimento
- Infecções específicas
- Condições inflamatórias e imunes
- Processos reativos
- Neoplasias
- Doenças endócrinas, nutricionais e metabólicas
- Lesões traumáticas
- Pigmentação gengival
Classificações da Periodontite
- Doenças periodontais necrosantes
- Periodontite
- Periodontite como manifestação da doença sistêmica
Outras condições que afetam o periodonto
- Doenças sistêmicas ou condições que afetam os tecidos de suporte
- Abscessos periodontais e lesões endodônticas / periodontais
- Deformidades e condições mucogengivais
- Forças oclusais traumáticas
- Fatores relacionados aos dentes e às próteses
Doenças e Condições Peri-implantares
- Saúde peri-implantar
- Mucosite peri-implantar
- Peri-implantite
- Deficiências nos tecidos moles e duros relacionadas à peri-implantite
Nessas listas, os vírus estão nas doenças gengivais não associadas ao biofilme dentário, na parte das interações específicas.
Aqui é onde encontramos, por exemplo, o HSV-1 (vírus do Herpes na gengivoestomatite herpética e no herpes labial), a doença da mão e do pé, varicela zoster, papiloma vírus humano (HPV).
Além disso, as infecções fúngicas, como a Candida sp., que atormentam portadores de próteses totais convencionais ou sobre implantes.
Dentro das neoplasias, especialmente as malignas como o linfoma de Hodgkin, surge o vírus do Epstein-Barr.
Nesse sentido, é importante esclarecer que um cirurgião-dentista atua não só em nível local no seu consultório, mas também em hospitais.
Ademais, do ponto de vista de contaminação, esses ambientes complexos possuem uma movimentação ininterrupta, onde os microrganismos, como vírus e bactérias, fazem ronda contínua.
Com frequência, pacientes internados por lesões bucomaxilofaciais ou outros motivos ficam sem assistência para escovação e higienização diária, já que não podem se movimentar em função da força muscular reduzida.
Doença periodontal e peri-implantar: vírus e bactérias oportunistas
Bactérias oportunistas afetam pacientes hospitalizados pois na maior parte das vezes é o sistema imune que está comprometido.
Ainda, essas bactérias se denominam nosocomiais, ou seja, porque afetam pessoas que estão internadas.
Vamos usar o exemplo de uma bem conhecida: Pseudomonas aeruginosa. Ela aparece em pacientes com queimaduras, fibrose cística, e necessidade de ventilação mecânica.
Olhando-se para a mucosa bucal, a P. aeruginosa também foi encontrada em altas concentrações mediante um estudo epidemiológico em pacientes portadores de implantes dentários.
Além disso, uma revisão sistemática da literatura mostra que o vírus do Epstein Barr provavelmente possuem uma associação três vezes mais forte com o estado inflamatório peri-implantar acentuado.
Somando-se ao estado acamado e de imobilização, nossos pacientes bucomaxilofaciais não conseguem escovar nem seus dentes e tampouco remover / higienizar as suas próteses.
Então, a sequência de eventos é conhecida: se a prótese não é removida e a quantidade de saliva que está reduzida, o biofilme se instala e provavelmente se perpetua, atraindo todos os tipos de interações no mundo microbiológico.
Aliviando as lesões pelo vírus do herpes
Os recursos disponíveis na Odontologia são representados não só pelos medicamentos, mas também pelo laser vermelho associado aos corantes.
O papel de vírus e bactérias : a Odontologia Hospitalar vem com força total
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