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Sedação inalatória: tire as suas dúvidas!

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A técnica de sedação inalatória com óxido nitroso (N2O) e oxigênio (O2) apresenta inúmeras vantagens significativas em relação a outras técnicas de sedação. Além disso, a sedação inalatória representa a técnica clínica de sedação que mais se aproxima do método “ideal”.

E nada melhor do que a Santos Publicações Ltda. , sua curadoria do conhecimento, para trazer uma das autoridades mais respeitadas nesse assunto ao encontro dos seus leitores: Stanley Malamed.

Os mitos e verdades da sedação inalatória na 7ª edição do livro Sedação – Um guia para o Manejo do Paciente, de Stanley F. Malamed, lançamento da Santos Publicações Ltda.

Vantagens da sedação inalatória

Qual tipo é mais rápido: sedação inalatória, intranasal, ou intramuscular?

O início de ação da sedação inalatória é o mais rápido de todas as técnicas de sedação; mais rápido do que o da sedação oral, intranasal (IN) ou intramuscular (IM). O início de ação dos medicamentos intravenosos (IV) é aproximadamente, mas não totalmente, tão rápido quanto o da sedação inalatória.

Como é o pico de ação clínica na sedação inalatória?

Embora existam variações, para a maioria dos medicamentos administrados pelas vias oral, intranasal e intramuscular, o pico da ação clínica não se desenvolve em um período de tempo que permita a sua titulação. Assim, apenas a administração de medicamentos por vias inalatória e intravenosa (IV) proporciona picos de ação clínica em um intervalo de tempo que permite a titulação. Portanto, para a via IV, esse tempo até o efeito de pico varia, de acordo com o medicamento administrado, indo de 1 minuto a aproximadamente 20 minutos.

A sedação inalatória é alterada rapidamente?

O nivel de sedação inalatória é alterado rapidamente, permitindo ao profissional responsável por sua administração controlar o grau de sedação. Assim, nenhuma outra técnica oferece ao profissional que a administra tanto controle sobre as ações clinicas dos fármacos. Então, essa capacidade de controle representa uma importante característica de segurança da sedação inalatoria.

A duração da ação em pacientes ambulatoriais

A duração da ação é importante na seleção da técnica de sedação para pacientes ambulatoriais. Nas situações em que a técnica sedativa apresenta duração relativamente fixa de atividade clínica, o plano de tratamento é adaptado a essa limitação; por outro lado, nas técnicas com duração flexível, o procedimento planejado pode ter qualquer duração (p. ex., alguns minutos para a obtenção de radiografias, ou 3 a 4 horas – ou mais – para o preparo e a moldagem de múltiplos pilares para prótese fixa).

Pacientes sedados por inalação se recuperam rapidamente?

Sim. A recuperação após sedação inalatoria é rápida e a mais completa entre todas as técnicas de sedação. Como o N2O não é metabolizado, o gás sai do organismo de forma rápida e quase total em 3 a 5 minutos. Em todas as demais técnicas, a recuperação e consideravelmente mais lenta.

Qual é a vantagem da titulação na sedação inalatória?

A titulação é a capacidade de administrar doses pequenas e crescentes de um medicamento até obter a ação clínica desejada. Em minha opinião, a capacidade de titular um medicamento representa o maior recurso de segurança que uma técnica pode possuir, porque permite ao administrador do medicamento um controle virtualmente absoluto sobre as ações do fármaco. Uma superdosagem significativa do medicamento não ocorrerá em técnicas que permitem a titulação, desde que o administrador realmente titule o medicamento.

Pacientes podem sair desacompanhados depois que o efeito da sedação inalatória passar?

Não. Para o paciente ambulatorial, é vantajoso receber alta do consultório sem restrições as suas atividades. Infelizmente, devido a depressão do sistema nervoso central (SNC), produzida pelos fármacos administrados para redução do medo e da ansiedade, o paciente não deve deixar o consultório desacompanhado para dirigir veículo motorizado ou realizar tarefas que exijam habilidades mentais por várias horas após a administração do fármaco.

Além disso, para reduzir o risco potencial, tanto para o paciente (risco físico) quanto para o cirurgião-dentista (risco legal), a recuperação deve estar completa, não restando dúvidas, na avaliação do profissional, quanto ao retorno normal das funções do paciente. Caso contrário, este não deverá receber alta sem acompanhante.

É necessário injetar a sedação inalatória?

Definitivamente, não é necessária injeção para administração da sedação inalatória, mas uma anestesia local ainda é necessária.

A inalação provoca muitos efeitos colaterais?

De forma alguma. Assim, a sedação inalatória com N2O-O2 e segura. Há pouquíssimos efeitos colaterais.

Há efeitos desses fármacos inalados no organismo?

Não. Os fármacos utilizados nessa técnica não têm efeitos adversos sobre fígado, rins, cérebro, sistema cardiovascular e sistema respiratorio.

Qual é a potência real desse tipo de sedação?

A sedação inalatória com N2O-O2 controla a dor em determinados procedimentos. O N2O apresenta propriedades analgésicas quando administrado nas concentrações sedativas habituais. A analgesia produzida por concentrações de 30% a 50% de N2O equivale aproximadamente a produzida por 10 a 15 mg de morfina intravenosa (IV).

Entretanto, o grau de analgesia varia bem entre os pacientes e, portanto, não é suficiente para todos os procedimentos dolorosos. Alguns procedimentos, como aqueles envolvendo tecidos moles (raspagem, curetagem, em muitos casos, são realizados em muitos casos sem anestesia local.

Desvantagens da sedação inalatória

Preciso adquirir um equipamento especial?

Sim. Realmente, o custo inicial do equipamento necessário para sedação inalatoria é elevado, além dos gases (O2 e N2O) usados na sedação inalatória.

Preciso reformar a minha sala de cirurgia para sedar por inalação?

Há grande probabilidade. O equipamento necessário para sedação inalatória ocupa espaço considerável no consultório odontológico. Ainda, em consultórios odontológicos pequenos, uma unidade portátil de N2O-O2 pode ser bastante volumosa.

Errei na proporção N2O-O2: há efeitos graves?

O N2O não é um agente potente. Quando utilizado em combinação com pelo menos 20% de O2, haverá uma porcentagem de pacientes nos quais a técnica falhará em produzir o efeito clínico desejado.

Todavia, e sob nenhuma circunstância, o N2O é administrado com menos de 20% de O2. Por isso, os aparelhos de sedação inalatória disponiveis nos Estados Unidos (e cada vez mais em todo o mundo) sao projetados para evitar a liberação de menos de 30% de O₂, com um limite máximo de 70% de N2O.

A sedação inalatória com N2O-O2 não é uma panacéia. As falhas decorrem principalmente da falta de potência do agente ou da técnica de administração e/ ou titulação.

Preciso instruir bem os meus pacientes nas manobras respiratórias?

Sim, é necessário certo grau de cooperação do paciente. Para que a sedação inalatória seja eficaz, o paciente deve ser capaz de inalar os gases pelo nariz ou pela boca.

Caso ele seja incapaz, teremos falha clínica.

Equipes bem treinadas para sedação são a receita do sucesso

Todos os membros da equipe de sedação que utilizam N2O-O2 devem receber treinamento para o seu uso seguro e eficaz. Cursos de educação continuada na pós-graduação também estão disponíveis, mas a qualidade varia enormemente nesses programas.

As diretrizes estabelecidas pela American Dental Association (ADA), pela American Dental Society of Anesthesiology (ADSA) e pela American Dental Education Association (ADEA) recomendam no mínimo 14 horas de treinamento, incluindo atendimento de pacientes odontológicos submetidos à sedação inalatória.

Existem riscos ocupacionais ao cirurgião-dentista ou sua equipe?

Sim. Existe a possibilidade de que traços residuais de N2O não captados pelo sistema de exaustão sejam prejudiciais a equipe do consultório odontológico.

Não deixe de ler clicando no texto a seguir: Dentes sensíveis: preciso remover o aparelho ortodôntico para tratar?

Sedação inalatória: vá para a segunda desse post parte clicando aqui

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1 comentário em “Sedação inalatória: tire as suas dúvidas!

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