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O mundo digital não é o enigma da esfinge

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3–5 minutos

Mundo analógico ou digital? Esse dilema ainda existe? Você se considera muito ultrapassado ou ultrapassada para dar um mergulho nesse mar de oportunidades?

Definitivamente, essa não é uma onda passageira para vender bugigangas ou aparelhos que mais parecem um show de rock.

Entretanto, você não precisa comprar tudo o que está nos anúncios e nos congressos. Mas precisa viver uma sensação diferente. Ou seja, experimentar o quanto mais cedo possível.

Simples assim: caia de cabeça e sem medo.

O mundo digital não é o enigma da esfinge. Não vai lhe devorar.

Pelo contrário, essa é uma galáxia aconchegante.

E não pense que estamos falando somente de escâneres ou imagens por tomografia computadorizada de feixe cônico.

Possibilidades de fluxo digital no seu dia a dia

Os dias de hoje prometem o mesmo entusiasmo das datas que marcaram o uso das primeiras ferramentas digitais na Odontologia. Estamos muito além das primeiras câmeras de leitura óptica ou das tecnologias de fresagem CAD/CAM.

Com a chegada da inteligência artificial e em função do aumento de poder computacional nos processadores (falamos em nível quântico), nesse fluxo, as modalidades envolvem:

  • gerenciamento: softwares para anamnese por voz e controle financeiro
  • diagnóstico: raio X digital, TCFC, ultrassonografia, ressonância magnética (ATMs), TCFC, sensores oclusais, escaneamento intra e extrabucal
  • planejamento: DSD 2d e 3d, articuladores virtuais, ferramentas CAD
  • execução do tratamento: ferramentas CAM e impressão 3D

A porta de entrada no mundo digital: câmeras de escaneamento intrabucal

Em média, os escâneres intrabucais pesam menos do que 300 gramas e têm menos de 30 cm de comprimento. Há opções com e sem fio (wireless). Seus mecanismos de captação envolvem luz LED ou luz estruturada.

Ainda, o tempo de escaneamento para uma arcada fica não passa de dois minutos desde que haja treinamento prévio.

Alguns até possuem dispositivos para diagnóstico de cárie (luz próxima ao infravermelho).

De qualquer maneira, e não importando a marca, todos têm capacidade de atualização de software. O mais importante é captar a situação intrabucal sem precisar de alginato e moldeiras.

Isso muda a percepção do tratamento e fornece mais conforto aos pacientes, sem contar que essas imagens são projetadas em tempo real e melhoram a nossa capacidade de comunicação.

As inteligências artificiais que existem nas câmeras estão treinadas para identificar falhas e recortar digitalmente as margens dos términos dos preparos, ou até dizer onde estão os excessos oclusais e/ou proximais das futuras restaurações dentárias.

O que vem depois? Um adeus aos líquidos de revelação

Os sensores de raio-X também são portáteis, com ou sem fio. Pela tecnologia embutida (CMOS, placa de fósforo) é possível converter a radiação ionizante em força de sinal (voltagem) e assim temos milhares de tons de cinza.

Esse é o momento propício de entrada da inteligência artificial.

Há programas capazes de fornecer diagnóstico de cárie, o grau/estágio da doença periodontal, e se o dente tem ou não prognóstico em longo prazo com grande porcentagem de acerto (acima dos 90%).

Tomografia computadorizada de feixe cônico: escaneamento facial

Os tomógrafos para TCFC nasceram faz 30 anos, e desde 2004 esses aparelhos deixavam os pacientes em posição sentada.

Agora, alguns modelos possuem um módulo de escaneamento facial. Ou seja, além dos cortes axiais, coronais e sagitais para reconstrução volumétrica, é possível gerar a imagem da face (tecido mole) do paciente e fazer uma sobreposição com o tecido ósseo.

Ultrassonografia no mundo digital: os tecidos moles agradecem

Os mesmos aparelhos de ultrassonografia para visualização dos bebês e outros exames médicos, quando tem sua potência aumentada, são capazes de varrer o tecido gengival e exibir a espessura do tecido mole.

Seu uso acima se justifica pela não invasividade e ausência de radiação ionizante, além dos pacientes não precisarem de anestesia local ou exame de sondagem para diagnóstico do fenótipo periodontal.

Ainda, em tempo real, é possível ver o funcionamento das ATMs.

Além disso, os dispositivos de ultrassom detectam o volume e a localização de preenchimentos injetáveis (HOF).

Escaneamento extrabucal

As câmeras de escaneamento extrabucal estão menores e já podem ser conectadas aos smartphones.

As outras opções são sistemas que trabalham em sinergia com os escâneres intrabucais.

Por fim, até o próprio smartphone já possui apps com esses programas.

Articuladores virtuais e sensores oclusais

Essa modalidade, os articuladores virtuais, fazem a equipe do laboratório ganhar bastante tempo.

Desta forma, todos os ajustes podem ser feitos no guia condilar, ângulo de Bennett, e até no triângulo de Bonwill (os famosos 110mm do ponto incisal até os côndilos).

Ainda, os estojos condilares são trocados conforme a marca do articulador que existe na biblioteca virtual.

E tudo isso ao alcance de um clique no teclado ou com o mouse.

Já os sensores oclusais, além de apresentarem a localização e a intensidade dos contatos, enviam todos esses dados para programação do articulador.

Clique no link abaixo e veja mais sobre ultrassonografia e HOF no mundo digital:

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1 comentário em “O mundo digital não é o enigma da esfinge

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